quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

3ª Div - Série E - ronda 1 (CCTN II 3-1 SCA)

3ª Divisão – Série E
1ª ronda (14-01-2011)


Antes de iniciar a crónica desta 1ª ronda, um pequeno preâmbulo acerca desta Série.
Considerando a média de ELO das equipas, tomando como base os 4 melhores ELOS de cada, chegamos ao seguinte escalonamento:




méd
% esp pts
nº x esp pts

Arrendondamento
CCTN II

1646,75
0,24
28
6,72

6,5
SCA

1829,25
0,51
28
14,28

14,5
Tab e Cores

1685,25
0,29
28
8,12

8
Benedita

1818,75
0,5
28
14

14
CPB

1988,25
0,75
28
21

21
AXB

2026,75
0,79
28
22,12

22
ATV

1902,25
0,63
28
17,64

17,5
Alverca

1671
0,27
28
7,56

7,5


À primeira vista e considerando que os melhores jogam com mais frequência, parece que o título desta série vai andar em discussão para os lados do Bombarral, pois CPB e AXB iriam conquistar 21 e 22 de pontos possíveis em tabuleiro de acordo com as tabelas. Falta agora confirmar que a equipa do AXB vai fazer entrar os reforços desta época, 3 espanhóis altamente cotados para estas andanças. Sem algum deles, o favoritismo parte então para os seus conterrâneos que têm uma equipa forte com elementos da casa e com alguma profundidade em termos de substituição aos primeiros elementos. O CCTN II é uma equipa que aparece em último lugar, mas vamos tentar escapar a tal sina. Tabuleiro e Cores das Caldas e os Peões de Alverca B parecem os companheiros de andanças do CCTN II. Em relação a estas tabelas temos igualmente de ter em conta que esta estima os pontos de tabuleiro. Os pontos de encontro ou matchpoints, não são a mesma coisa, pois pode-se fazer 3 matchpoints referentes a uma vitória com apenas 2,5 pontos conquistados nos tabuleiros. Ficam recompensadas as vitórias tangenciais, no entanto, as vitórias de 4-0 também não têm o reflexo correspondente em termos de tabela classificativa.

CineClube TN 3-1 Sporting Clube Abrantes

O Cineclube apresentou uma equipa experiente e dentro das perspectivas em termos de ELO. O SCA que tem como mote a rodagem dos jogadores pelos encontros, não se apresentou na máxima força. A média de ELOS para este encontro do CCTN II (1606) e do SCA (1647) antevia um encontro muito equilibrado. Verificou-se que a experiência competitiva dos 3º e 4º tabuleiros do CCTN II, jogadores regressados recentemente à modalidade, mas com largos anos de experiência, fez tombar o encontro a nosso favor. Nos primeiros tabuleiros onde o SCA apresentou os elementos mais experientes, os embates foram renhidos e inclusivamente com melhores possibilidades para os nossos bandos. Parece um resultado justo para o que decorreu nos tabuleiros.
História do encontro por tabuleiro:

TABULEIRO 1

Posição após 15. a3
Uma abertura com tratamento original (ataque simultâneo em dois flancos! O espírito combativo é assim mesmo!) leva as brancas, após a devida réplica central, a ficarem com uma posição difícil.
15. …, Ca6? (impunha-se Bd5 que atacava o Cavalo defensor de d4, seguido de c5, rompendo definitivamente a posição com vantagem); 16. Bd2, Ta4; 17. e3, Bd5; 18. Be2, Cc5 (engenhoso, mas a ideia é perigosa); 19. Bb4! (Aceitando o repto!), Bxf3? As negras em vantagem pensam que é tempo de colher fruta madura, ganhando um peão, mas as brancas agora já se encontram melhor preparadas para a abertura de posição e o peão é apenas momentaneamente perdido. As brancas vão recuperá-lo com vantagem! 20. Bxf3, Cd3+; 21. Re2, Cxb4; 22. axb4, Txb4; 23. Tab1, Txb1; 24. Txb1 (é impossível segurar um dos dois peões em b7 e c6), Tb8? 25. Bxc6, b6 (E agora é difícil segurar este…).
Lances mais tarde o peão de b6 caiu, mas as brancas devolveram a gentileza e o jogo acabou num armistício de bispos de cor contrária. 2-1 no encontro de equipas.

TABULEIRO 2

Posição após 18. …, g4

Tomás tenta o rompimento da ala de rei através do avanço dos peões. A temática branca passa por jogar as manobras de enfraquecimento no flanco de dama através do avanço c5, Cb5 e entrada através da coluna c. Nesta partida, a passividade das brancas não as leva à derrota devido à falta de pontaria negra cujas bombas teimaram em acertar nas casas ao lado!
19. Rh1, Dg5; 20. Ce2, h5(aí vão eles!); 21. a3, h4 22. Be1? A última hipótese de bloqueio da posição consistia em fxg4 e Cg1…
22. …, g3? As negras após tão longa caminhada jogam um lance que permite bloquear a posição? Tomás deveria ter optado por h3, que cria o maior nº de contactos na posição e consequentemente com um maior nº de linhas abertas para o ataque.
23. … Tg1 (única, ameaçava-se h3), Tf6; 24. h3 (começa-se a desenhar o bloqueio na ala de rei), Bd7; Um plano interessante para as brancas consistia agora em trocar o C de e2 pela T de g1, conseguindo a sobreprotecção de h3, evitando veleidades de sacrifícios do Bispo negro.

Posição após 28. … Dc8

Já se está a ver… 29. c5 (o que fazer agora?), Bxh3!; 30. Dc2, Bd7 (com vantagem negra). Muito interessante tinha sido a linha 30. …, Bxg2+; 31. Txg2, h3; 32. Tg1, Dd8; 33. b3 (alguém propõe outra?), Bf6, com a ideia de Bh4 e g2+
Após este fogo de artifício, Francisco e Tomás continuaram no lufa-lufa e quando foi a vez do Francisco atacar o Tomás largou o peão de vantagem ficando num final de Bispos de cor contrária que não trazia dividendos a ninguém. Dividiu-se o ponto ao lance 45. 1,5-0,5 no encontro de equipas.

TABULEIRO 3

Posição após 9. …, Be6 (também possível ver em espelho)

10. Cg5, Bd7; 11. f4, um pouco de sal e pimenta para tentar criar algum desequilíbrio no jogo
A luta prossegue o Bispo volta a e6, vai ser comido pelo Cavalo e o peão que fica em e6 só e abandonado cai após um erro das negras. Peão a mais e menos peças em jogo, brancas e negras começam a tentar criar ameaças com as poucas defesas que os Reis têm.
Posição após 26. Df2, b5!?, (b6 deveria ser melhor pois não deixa tantos buracos) 27. Df7 (Dc5 ataca o Cavalo e deve ganhar material), Dd4+; 28. Rh1? (Rh2, O Rei em h1 vai levar com duplos de Cavalo), Txe4! Depois de uma posição difícil as negras quase igualam! 29. Dxh5, Te5; 30. Dg6, Te5; 31. Dxc6 (vamos lá aos peões), a5? (As negras também têm de ir à colheita com Dxb2); 32. Dc3 (segura e os peões e as brancas, não sem percalços seguiram para a vitória. 1-0 no encontro de equipas.

TABULEIRO 4

Posição após 22. …, Bxh3

As negras acabaram de ganhar um peão numa combinação com colaboração adversária… As brancas encontram-se com posição sofredora. A passagem para posição ganhadora segue-se de uma forma construída e à ‘La Alves’, passinho a passinho leva a água ao moinho.
23. Td3, Bd7; 24. Tf3, g6; 25. Tf6?, Rg7; 26. Tf3, f5; 27. exf5, exf5; 28. Ch5+, Rg6; 29 Cg3, h5 e as negras foram avançando, as brancas desesperando, sacrificaram uma qualidade sem compensação e a partida terminou em 47 lances com a vitória negra. 3-1 no encontro de equipas.

Ricardo Rodrigues - António Alves, Gonçalo Lopes - Dudley Masquiren, Francisco Cruz, José Dias - Paulo Marçal. Em 2º plano CCNT I - CXM C

Gonçalo Lopes - Dudley Masquiren, José Tomás à direita.

Restantes resultados:

AX Bombarral 2-2 GX Peões de Alverca
Ax Benedita 0-4 CP Bombarral
Ass. Tabuleiro de Cores 1-3 Académico de Torres Vedras
Nesta ronda os encontros AXB-GXPA e CCTN II-SCA foram os que tiveram o desfecho menos provável segundo a previsão inicial. Deve-se também às ausências no tabuleiro dos elementos mais cotados das equipas mais fortes.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

3ª Divisão Séries E e D (Ronda 1 e 2)

Este fim de semana começou a 3ª Divisão Nacional. O CCTN está envolvido com duas equipas nas séries E e D.
A série D onde está o CCTN I apenas tem 7 equipas, enquanto a série E tem 8. Na série D irá todas as rondas haver uma equipa que estará de folga, o que complica sempre as contas das classificações intermédias.
Foram duas rondas com resultados interessantes, 3 vitórias e 1 derrota, com destaque para a vitória da equipa II perante o SC Abrantes e para boa réplica de Montemor III, perante a nossa 1ª equipa, pois esperava-se um resultado mais folgado que 2,5-1,5 para as nossas cores. Mais um indicador de que o ELO não é decisivo, mas sim, o que se faz no tabuleiro!
Resultados agora, mais tarde uma pequena crónica a comentar os highlights destas duas rondas.

Resultados, Crosstables e Classificações após as duas rondas iniciais:


CAMPEONATO NACIONAL 3ª DIVISÃO - SÉRIE D
RONDA 1  14 JAN 2012 
CCTN I CXM III
Diogo Alho
1
Carlos Mendes
0
Paulo Costa
 1/2
João Saltão
 1/2
Hugo Ribeiro
0
João Coimbra
1
João Carvalho
1
Ana Saltão
0
CAMPEONATO NACIONAL 3ª DIVISÃO - SÉRIE E
RONDA 1  14 JAN 2012 
CCTN II SCA
José Dias
 1/2
Paulo Marçal
 1/2
José Tomás
 1/2
Francisco Cruz
 1/2
Gonçalo Lopes
1
Dudley Masquiren
1
António Alves
1
Ricardo Rodrigues
1
CAMPEONATO NACIONAL 3ª DIVISÃO - SÉRIE D
RONDA 2  14 JAN 2012 
AAC III CCTN I
Pedro Santos
0
Diogo Alho
1
João Gama
0
João Carvalho
1
Pedro Fernandes
0
António Reis
1
Miguel Trigo
0
Rui Frazão Silva
1
CAMPEONATO NACIONAL 3ª DIVISÃO - SÉRIE E
RONDA 2  14 JAN 2012 
ATV CCTN II
Carlos Marques
1
José Dias
0
Hugo Marques
0
José Tomás
1
Rodolfo Martins
1
Rui Micael Ferreira
0
Marco Manuel
1
António Alves
0


3ª Divisão série D
1
2
3
4
5
6
7
folga

M.P
P.T.
Class.
1- Xeque Mate S. Martinho do Porto

1





x

1
1
2- AX Pedro Hispano
3





3


6
7
3- CX Colégio Portugues





3
3


6
6,5
4- CXTN/ Cine Clube I




3
3



6
6,5
5- CX Montemor-o-Velho/CTGA III



1



x

1
1,5
6- AA Coimbra III


1
1





2
1
7- Clube dos Galitos III

1
1






2
0,5


























3ª Divisão série E
1
2
3
4
5
6
7
8

M.P
P.T.
Class.
1- AX Bombarral/CCMB

3





2

5
6
2- AX Benedita/APeão Cavalgante
1





1


2
0
3- Associação Tabuleiro de Cores





1
1


2
2
4- CXTN/ Cine Clube II




3
1



4
4
5- SC Abrantes



1



3

4
5
6- Académico Torres Vedras


3
3





6
4
7- Casa povo Bombarral

3
3






6
7
8- GX Peões de Alverca II
2



1




3
2


Nota:
MP - Match Points (equipa): 3 pts. Vitória; 2 pts. Empate; 1 pt. Derrota; 0 Falta de Comparência
PT - Pontos Tabuleiro - Somatório dos pontos conquistados por tabuleiro (critério de desempate) vitória 1 pt, empate 1/2 pt, derrota 0 pts.

Mais informações em: http://equipas.fpx.pt/